No meu caso, foi sim!
Optei por adotar o sobrenome do Pedro porque acho que faz sentido tendo em conta a relação que temos. Agora formamos a nossa família, a família "Fonseca de Vasconcelos".
E eu acho que eles também deviam adotar o nosso, mas isso sou eu.
A adoção do sobrenome do marido deve ser muito ponderada e conversada, alguns homens dão muita importância a esta questão, ao ponto de sentirem-se ofendidos com a recusa da noiva em adotar o sobrenome.
Já ouvi de algumas noivas que a recusa em adotar o sobrenome do noivo era, para eles, uma prova de rejeição à família. Que loucura!
Nestes tempos de crise, uma coisa deve ser levada em conta: Mudar o nome custa caro! Ah, custa caro sim! Alguém já fez as contas?
Do que eu já mudei até agora gastei:
Passaporte: 80 euros
Título de residência: 26 euros (só pago quando buscar)
Ordem dos advogados: 10 euros
Passagem na TAP: 65 euros
E ainda falta meus documentos brasileiros, minha carta de condução, finanças, academia, segurança social, pelo menos o que eu me recordo agora.
Fazendo as contas dos valores acima, são 181 euros, o que corresponde a 403 reais! No fim de tudo, vou gastar um salário mínimo brasileiro com 2ª via de documentos. Isso é ridículo!
Outro ponto a ser levado em consideração é a vida profissional da mulher. Na época de nossos avós, a questão do nome não era algo de relevo. Até porque poucas eram aquelas que faziam carreira.
Hoje em dia, quando uma mulher decide se casar (pelo menos a maioria), já existe um nome profissional reconhecido e alterar é como que começar tudo do zero.
O que também pode ser complicado com o divórcio: A mulher adota o sobrenome do marido, que também passa a ser seu nome profissional e após a separação, volta a usar seu nome de solteira.
E lá vamos nós alterar outra vez os documentos!
Eu não sou contra a adoção do sobrenome do marido, por muito que este post o faça parecer. O que eu acho é que deveriam ser taxinhas razoáveis. E que o processo fosse um tanto quanto menos burocrático.
Claro que ando estressada com todas as alterações, mas fiz porque quis, tenho de arcar com as consequências da minha escolha. Têm sido realmente complicado o processo de mudança.
Pensem e ponderem!
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Casamento Civil
De alguma perspectiva, é o mais importante e, sem dúvida alguma, o menos glamuroso. É a modesta opinião de quem sempre sonhou em se casar com tudo a que tem direito. Existe algum glamour em chegar à uma repartição, com pessoas a andar de um lado para outro, a requerer documentos de tudo e mais alguma coisa, uma longa fila na porta, ficar horas nesta fila e depois o teu casamento durar 5 minutos? Eu não acho!
Certa vez precisei de uma segunda via da minha certidão de nascimento e enquanto esperava, assistia aos casamentos. Gente, que coisa mais sem sal. Era tudo o que eu não sonhei na vida. Que tristeza! E o que mais me deixou triste foi ver ao longo da fila mulheres vestidas de noiva. Com vestidos enormes, ramo de flores, véu, numa fila à espera dos cinco minutos de concretizar o sonho de casarem de noiva.
Eu não casava. Se é meu sonho casar usando um vestido de noiva e na altura eu não tenho condição para grandes produções, preferia não usar o vestido e deixar para realizar meu sonho num outro momento.
Mas é possível fazer um casamento apenas civil e dar algum glamour à cerimônia. Já fomos à um casamento numa quinta situada perto do Porto, em que a cerimônia foi apenas civil e a noiva estava linda. Mas casar de noiva no cartório é demais para a minha cabeça!
E é possível casar com glamour num local bacana (em que a noiva possa usar o vestido de sonhos) e pagar pouco!
Pelo menos aqui em Lisboa. É uma iniciativa muito interessante da Câmara Municipal, que resolveu alugar alguns espaços pertencentes ao Município para realização de casamento. Pela quantia de 144 euros (315 reais aproximadamente) por hora, é possível locar um dos espaços disponível para esta finalidade. Não é uma excelente idéia?
Eu até me imaginei casando no salão de um palácio!
Esta idéia devia ser copiada no mundo inteiro. É uma ótima oportunidade de dar uso e tornar economicamente viável alguns espaços que raramente são usados e acabam por virar apenas fonte de despesa.
Já pensou um casamento em um salão nobre do Palácio da Liberdade? Luxo!
Espaços cedidos para casamento em Lisboa:
Paços do Conselho - Salão Nobre (capacidade 100 lugares)
Palácio Beau Séjor (capacidade 20 lugares)
Museu da cidade - Jardim (capacidade 40 lugares)
Museu da cidade
Palácio da Mitra (Capacidade 50 lugares)
É ou não é muito melhor do que casar numa salinha abafada, feia e caindo aos pedaços, desses cartórios espalhados por aí? Sem contar que é possível convidar aqueles familiares mais próximos e amigos para participarem desse momento tão especial, o que não acontece no cartório! A capacidade é para lugares sentados. Grande iniciativa!
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